CINEMA

Quando voltei a São Paulo, depois da primeira novela no Rio de Janeiro (Três irmãs), já era meados de abril e eu tinha perdido o começo do ano letivo da EAD, o meu curso ficaria trancado por mais um ano. Não sabia o que ia acontecer na minha vida. Até que na rua detrás da casa em que eu morava aconteceu um teste para um filme.

Me preparei, e fui. O filme era Os 3, de Nando Olival. Uma protagonista, uma personagem no cinema!

Grande sonho!!!! Passei no teste!!! Mais ou menos ao mesmo tempo, fui convidada para uma pequena participação no filme Vip’s com Wagner Moura, e pouco depois das filmagens de Os 3, fui chamada para outra participação, agora no Tropa de Elite 2!! 
Quem vê a gente na telinha, não tem idéia das angustias que a gente passa, e nem que pequenas oportunidades são um mundo inteiro!!! Como eu fiquei feliz com essa tríade cinematográfica!!! 
Daí pra frente, foram mais alguns filmes!! Tenho agora mais 2 para estrear!! 
O cinema é o meu lugar do sonho!! Tem uma energia que acontece, as pessoas todas estão envolvidas porque querem estar ali, porque gostam de fazer cinema. Para mim não importa se o filme tem muita ou pouca grana, porque cinema é arte, é feito com o coração,

e o mais lindo é que é feito de vários corações, numa grande obra de arte coletiva!!

OS FILMES

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OS 3

São Paulo. Cazé (Victor Mendes), Camila (Juliana Schalch) e Rafael (Gabriel Godoy) se conheceram na porta do banheiro em uma festa. Os três chegaram há pouco tempo na cidade e apenas Cazé encontrou um lugar para morar: um galpão abandonado. Logo eles se tornam amigos e passam a morar juntos, durante todo o período da faculdade. Entretanto, há uma regra básica: não pode haver qualquer envolvimento entre eles, em nome da boa convivência. Cazé, Camila e Rafael andam tão juntos que logo são apelidados pelos colegas como se fosse um só, os 3. Já perto do fim do curso, Rafael pensa em se mudar por notar que sente algo por Camila. Até que surge uma inusitada proposta: que eles estrelem um reality show em sua própria casa, baseado em um trabalho que apresentaram na faculdade. Percebendo ser esta a única chance de permanecerem juntos, eles topam.

2011

Direção: Nando Olival

TROPA DE ELITE 2 - O INIMIGO AGORA É OUTRO

Os acontecimentos deste filme ocorrem mais de dez anos após os do primeiro e mostra o amadurecimento do então coronel Nascimento, personagem de Wagner Moura, que agora é sub-secretário de Inteligência na secretaria de segurança pública do Rio de Janeiro.

2010 

DireçãoJosé Padilha

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E AÍ, COMEU?

Três amigos passam por fases em seus relacionamentos. Fernando tenta lidar com um divórcio, enquanto Honório desconfia da traição de sua mulher e Afonsinho quer vencer seu bloqueio com namoros.

2012

DireçãoFelipe Joffily

POLÍCIA FEDERAL - A LEI É PARA TODOS

Do início do processo até a condução coercitiva do ex-presidente Lula, a Operação Lava Jato desencadeia uma série de investigações sobre a corrupção no Brasil.
2017

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VIP'S

Marcelo não consegue conviver com sua própria identidade, o que faz com que assuma a dos outros e passe a ter diversos nomes, nos mais variados meios. Sonhando em ser um piloto de avião como o pai, aplica seguidos golpes e se envolve em inúmeras aventuras. Uma das mais conhecidas é quando finge ser Henrique Constantino, filho do dono da companhia aérea Gol, durante um Carnaval no Recife.

2011 

DireçãoToniko Melo

DEPOIS DE TUDO

Após um acidente, dois grandes amigos se separam e suas vidas tomam rumos diferentes. Anos depois, eles descobrem que Bebel, paixão da juventude de ambos, está em coma e eles voltam a se reencontrar e as lembranças do passado resgatam aventuras, mágoas e outros sentimentos.

 2015 

DireçãoJohnny Araújo

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VIDAS PARTIDAS

Graça e Raul se apaixonam perdidamente, casam-se e tornam-se pais de duas meninas. Tudo vai bem, até que Graça avança em sua carreira, ficando Raul desempregado. Para não desequilibrar o relacionamento, Graça pede um favor a um amigo e ex-marido, que secretamente indica Raul a uma vaga de professor na Universidade, garantindo a ele um emprego. Porém, ao igualar-se financeiramente a Graça, Raul, gradativamente torna-se agressivo, praticando violência doméstica.

2016 

DireçãoMarcos Schechtman

BOA SORTE

João é um adolescente com vários problemas de comportamento. Após ser diagnosticado com depressão, sua família decide interná-lo em uma clínica psiquiátrica. No local, ele conhece Judite, uma paciente portadora do vírus HIV, em fase terminal. Os dois se apaixonam e vivem um intenso romance. Apesar de saber que Judite pode morrer a qualquer momento, João passa a ver a vida de outra forma, ao mesmo tempo que dá um novo sentido para a vida de sua amada.

 2014 

DireçãoCarolina Jabor

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OS PENETRAS

Desprezado pela ex-namorada, Beto tenta o suicídio e é salvo pelo vigarista Marco Polo, que promete ajudar seu novo amigo a reatar com a amada. Mas quando Marco Polo conhecer esta mulher, os planos mudam.

2012 

DireçãoAndrucha Waddington

EU SINTO MUITO

Júlio (Rocco Pitanga) está tentando rodar um documentário sobre pessoas que sofrem do transtorno de personalidade borderline, mas tem encontrado dificuldade em encontrar quem esteja disposto a falar sobre o tema, e se expôr, na telona. Um de seus alvos é Isabelle (Juliana Schalch), uma jovem que adora dançar e se divertir em festas de forma a amenizar a solidão e as dificuldades sociais decorrentes do transtorno.

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MACABRO

Baseado na história real de Ibraim e Henrique de Oliveira, Macabro conta a história dos Irmãos Necrófilos, dois jovens que aterrorizaram os moradores da cidade de Nova Friburgo. O longa segue a perspectiva do sargento que investigou o caso.

A trama se passa na década de 90, onde dois irmãos são acusados de assassinarem oito mulheres, um homem e uma criança de forma brutal na região da Serra dos Órgãos. Na cola dos suspeitos, o sargento Teo (Renato Góes) percebe que o julgamento da imprensa, polícia e sociedade local é fundamentalmente racista, e começa a ter dúvidas sobre a condenação de um deles. Amanda GrimaldiGuilherme FerrazDiego FranciscoJuliana Schalch e Paulo Reis completam o elenco.

Com direção de Marcos Prado (O Mecanismo), Macabro segue sem data de estreia nos cinemas.

O ULTIMO JOGO

Dir. Roberto Studart.

Dois vilarejos separadas por 9km e uma rivalidade ferrenha. Do lado brasileiro, os habitantes de Belezura, uma pequena cidade que vive de empregos na indústria moveleira, está prestes a encarar dois eventos que mudarão suas vidas: o fechamento da fábrica e a última partida de futebol contra os arquirrivais argentinos do povoado vizinho, o que para eles torna-se a última partida de futebol antes do fim do mundo. E em um ponto todos concordam – é preciso vencer, nem que para isso tenham que dar a própria vida.

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OS 3

Os 3 foi meu primeiro filme,  apesar de ele ter sido lançado depois de Vip's e Tropa 2.
EU gosto muito dele, é um filme delicado, sobre amores, sobre amizade, sobre vida privada e pública, sobre confusões jovens...
Foi minha primeira trupe cinematográfica, nos divertimos muito fazendo! O apartamento de Camila, Rafel e Casé era um galpão abandonado, virou nossa segunda casa. Na parte debaixo funcionava toda a produção, inclusive o Daniel Rezende, montador, fez seu cafofo ali para ir montando durante as filmagens mesmo. O Nando parecia nosso pai jovem se divertindo com a galera, boa praça sempre sorridente, foi uma experiência linda de dedicação aprendizado. dalí surgiram amizades que levo até hoje.  Godoy, depois dobramos a dupla em O Negócio. Como é bom fazer cinema!!!

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ALGUMAS CENAS

Só pra dar um gostinho

ALGUMAS CRÍTICAS

Os 3 - Nando Olival

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CINE GARIMPO

Despretensioso e jovial. Palavras que  expressam bem o clima de Os 3. Mesmo porque, ser despretensioso me remete a algo leve, natural, praticamente cotidiano. O oposto de algo que se pretende profundo, debatedor, cheio de meias palavras. O filme pretende divertir e entreter – tem, de fato, um ritmo gostoso e leve. Gosto disso – tem inteligência, sem pretensão.

Os 3, de Nando Olival, que dirigiu com Fernando Meirelles o filme Domésticas, tem esse tom, além de uma bonita fotografia. Remete um pouco ao clima descontraído e jovem de As Melhores Coisas do Mundo, de Laís Bodanzky, ou ainda à leveza e graça de Malu de Bicicleta, de Flávio Tambellini. Talvez seja porque mostram uma forma de pensar e um ambiente próprios dos jovens – no primeiro, o Ensino Médio; no segundo, a praia do Rio de Janeiro dos recém-adultos solteiros. No filme de Olival, é na faculdade que os três personagens se conhecem em uma balada, resolvem dividir o mesmo teto durante os quatro anos de curso e tomam a decisão de não se separar jamais. Apesar das fases diferentes, visualizei uma linha do tempo nas três histórias, de jovens inteligentes, plugados, empreendedores, namoradeiros, cheios de iniciativas, mas que muitas vezes não sabem o que fazer com tantas ideias…

E é justamente por falta de objetivo que Camila (Juliana Schalch), Cazé (Gabriel Godoy) e Rafael (Victor Mendes), os três famosos personagens, têm margem de sobra para as manobras da vida, engrenam em situações curiosas de exposição da intimidade em um reality show e concordam em entrar nesse projeto para ganhar a vida. Interessante o jogo que começa a partir daí, de realidade, representação, desentendimento e acordos – ficamos inclusive sem saber o que faz parte da jogada e o que realmente é verdade. Fato é que o diretor usou um tema em voga para ilustrar a vida desse trio altamente simpático, que tem uma liga ótima, bons diálogos, caras e bocas engraçadas, que segura muito bem o andar da história. E segura, amarra e não desata – já que tudo o que eles queriam era seguir juntos.

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CCINE 10 POR KADU SILVA

Jovem, moderno e impecável


Às vezes fico imaginando o que serve de inspiração para alguns diretores e roteiristas para que surja certo longa-metragem, digo isso porque ouvi de algumas pessoas que esse filme Os 3 nada mais é do que uma cópia do filme Três formas de amar, se você só ver pelo trailer ou pela comunicação visual é isso que realmente parece, mas ao assistir o filme percebe-se que aqui vemos algo muito mais elaborado e que mistura temas atuais nessa “comédia” romântica dramática genial.

O roteiro é assinado por Thiago Dottori e o estreante diretor Nando Olival que na película faz uma mistura deliciosa que vai de discussões relevantes como o consumismo exacerbado, voyeurismo, exposição da intimidade na internet, junto com preconceitos, homossexualismo, amor a 3 e ai por diante, o filme é tão rico que poderia fazer umas 3 críticas com leituras diversas, mas vou tentar juntar um pouco de cada coisa que mais me chamou atenção desse imperdível filme.

A premissa não chega a ser nova, mas os elementos agregados dão um ar interessante para a trama, pois se trata da trajetória de três jovens universitários de lugares diferentes do Brasil que se conhecem numa festa,viram amigos, vão morar juntos e tornam-se inseparáveis. De tão unidos que são,o grupo ganha o apelido de “Os 3″. Quatro anos se passam, faculdade chega ao fim e a necessidade de ganhar dinheiro faz com que eles topem transformar o apartamento deles no cenário de um reality show, tendo eles como personagens e onde tudo pode ser vendido.

Os três são Victor Mendes (Rafael), Juliana Schalch (Camila),Gabriel Godoy (Cazé) atores novatos que assim como o diretor entram nesse projeto relativamente arriscado, pois sabemos como é difícil vender filmes sem algum ator famoso no elenco para atrair o público, e essa “inexperiência” dos atores também se torna fundamental para dar ainda mais realismo para a narrativa, pois o período em que eles estão no reality show e que começam a brincar de interpretar os personagens que seria mais vendável para o projeto é que o filme ganham status incríveis, pois o público fica totalmente em duvidado do que é verdade o que é inventado por eles, deixando esse terceiro ato do filme IMPECÁVEL.

O trio protagonista, Victor, Juliana e Gabriel é mais um grande acerto do diretor, pois estão sensacionais cada um com uma personalidade e o tom perfeito para dar vida a esse triângulo amoroso bem peculiar e de química perfeita, para mim o grande destaque é Gabriel Godoy, a sua naturalidade em fazer esse malandro debochado, impulsivo e também romântico é impar, minha admiração ficou enorme na cena em que ele se vê sozinho em sua casa e ai…

Nando Olival ganhou também minha enorme admiração ao conseguir criar um filme que parece banal com mais um triângulo amoroso, só que na verdade é somente o chamariz para uma profunda e pertinente discussão de assuntos importantes e que valem ser pensados.


Uma das cenas que foi ovacionada no cinema que eu estava é a que os dois garotos se beijam, poderia ser também mais uma cena, mas o que chama atenção é que ele conseguiu criar com bem humorados e geniais diálogos uma situação que o tal discutível beijo gay ficasse normal e que ganhasse status de imperdível a ponto de levar todos na sala a aplaudir tal cena, para um diretor estreante criar essa situação não é fácil e se torna admirável.

Apesar do tal beijo, a película não se trata de um filme sobre homossexualismo, heterossexualismo ou mesmo bissexualismo e sim um filme que mostra exatamente a possibilidade de não existir regras quando uma grande amizade se torna uma enorme atração dela surge o amor mesmo que isso acontece entre 3 pessoas, o melhor que tudo isso é que foi feito sem julgamentos ou apelação é tudo realizado com uma simplicidade muito concreta retratando a juventude atual.

Antes de terminar para não me alongar mais, vale ressaltar um dos aspectos técnicos que logo de inicio me chamou muito atenção que é a montagem, não sabia quem era o responsável, mas já de cara gostei muito, ao terminar o filme e mostrar os créditos entendi porque chama tanta atenção, Daniel Rezende que faz, utilizando uma linguagem jovem e moderna sem ser uma malhação global. Para quem não sabe Daniel Rezende é o responsável pela montagem de A Árvore da vida e Cidade de Deus em que foi indicado ao Oscar.

Lembrei-me de mais uma coisa que para um filme desses é bacana colocar aqui, para você que gosta de saber se vale o ingresso ver um filme assim, veja o que a Variety americana disse sobre o longa Os 3.

“Certamente, quando os diretores dos estúdios de Hollywood assistirem a esse filme vai ter um remake por aqui, porque vale a pena”.

Acho que nem precisa dizer que é mais um selo dourado de um filme para jovens mais que faz pensar de forma leva e divertida. RECOMENDADÍSSIMO.

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SOBRE PARTICIPAR DO TROPA

Tropa de elite foi um marco no cinema nacional!! Eu já tinha feito a participação no Vip's, já conhecia o Wagner, mas de repente eu estava ali, novamente com ele e mais um monte de gente que eu admirava muito, para participar da produção do Tropa de elite 2!!! Foi uma experiência inesquecível!!! 
O editor de Os 3 foi o Daniel Resende, ele instalou uma base com seus equipamentos no andar de baixo do galpão onde filmamos o reality, e já fazia a edição enquanto filmávamos, porque ele teria que terminar rápido para iniciar as funções no Tropa. Quando chegou no Rio, ele me indicou para a personagem que era assistente do Deputado Fraga, eu fui para o teste e lá fiquei. A participação é pequena, mas me rendeu uma semana de preparação com a Fátima Toledo, com estudos de bioenergética que como estudante de psicologia sempre me interessaram,  e um ensaio com o Wagner onde o Capitão Nascimento tentava fazer a Assistente admitir que ela que era a dona da droga encontrada. Me lembro que todos os argumentos sobre a criminalização das drogas vieram à minha cabeça, mas na hora não saiu uma palavra da minha boca, com a pressão eu fiquei estatelada e só repetia que não era minha a droga, Wagner me deu uma pressionada firme com as mãos na altura dos ombros e eu comecei a chorar….  detalhe é que a gente não recebeu nenhuma linha de texto, e eu realmente não sabia como funcionava o método... se fosse hoje, ah mas eu ia dizer tanta coisa pro Capitão Nascimento!!!rs

Realmente tem coisas que quando estamos chegando na profissão, ou começando nossa caminhada, nos escapam. Nesse ensaio eu provavelmente poderia ter improvisado algo.. eu não tinha recebido nenhum texto, nenhuma indicação a mais sobre a personagem. Tudo o que eu sabia era que ela e o filho do Capitão Nascimento foram presos com uma quantidade razoável de maconha. Ali, chegando naquele ensaio, novata de tudo, fiquei com vergonha de perguntar se a tal maconha era mesmo da Julia. Informação que teria me dado uma base para o improviso... e se a maconha tivesse sido implantada pela policia? Mas, bom, eu não tive um segundo ensaio. E nem tive oportunidade de fazer essas perguntas para a Fatima. Depois que chorei no ensaio, eles me deixaram ali, e não voltamos mais nessa cena. Talvez tenha sido uma boa opção o silencio da Julia na cena da delegacia. Mas hj, depois de anos de profissão, eu tomo muito cuidado com os atores que estão fazendo participação no projeto em que sou protagonista. Eu nunca tinha parado para pensar que poderia ter alguma relação com essa situação que vivi... mas é possível... quando vc está entrando em um projeto que já está acontecendo, fica uma sensação antagônica de ter que estar super a vontade e ao mesmo tempo ter que pisar em ovos..